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sábado, 31 de março de 2018

Nos mudamos para o barco, sabia?

Bem vindo a bordo! Estranho é escrever (só) agora, depois de mais de 1 ano que nos mudamos para o barco. Foram 7 anos entre o planejamento, início da construção do barco, duras tempestades, calmarias e muita paciência para chegar até aqui.

Desde que nasceu o sonho de morar a bordo, muita coisa mudou em nossas vidas. Éramos 2, agora somos 4. Sonhávamos com a Polinésia Francesa, com o Caribe, agora sabemos que precisamos dar um passo de cada vez. Ajustar ainda muita coisa no barco e aprender a velejar!! Ok.. tem (muito) mais coisas na lista.. aprender a pescar, mergulhar, melhorar o inglês, etc etc etc... mas pra que pressa?

 

Pegamos o barco em São Luís (MA) em Maio/Junho de 2014. Descemos boa parte da costa do Brasil de forma precária, sem poder velejar por conta de problema estrutural no mastro, sem acabamento e nem mobílias nas cabines, sem geladeira. Mas ainda assim a viagem até Paraty/RJ foi um sucesso!!



Descida rápida, sem rodeios e nem (desejáveis) passeios nas regiões por onde passamos.. afinal, na época desempregado e falido, o mais sensato a fazer era parar o barco num porto seguro, próximo de casa, onde eu poderia concluir a construção ao meu tempo.

Durante a travessia (descida), paramos para reabastecer em Fortaleza, Recife, Salvador, Vitória, Arraial do Cabo (por conta de condições climáticas) e por fim nosso destino Paraty/RJ (essa travessia ainda será contada com mais detalhes nesse Blog).




O barco ficou alguns meses em Paraty. Que paraíso! Mas não foi possível concluir a construção, afinal sem dinheiro não se constrói uma casa. Com a ajuda de amigos consegui instalar a “água quente” (boiler) para o banho, a geladeira, o bote e ainda dei uma mão de tinta nas laterais das camas (tinta residencial direto sobre a fibra bruta, ajudou bastante, tipo aquela casa de praia que você pinta direto o reboco/tijolo pra quebrar um galho, rs).

Tinta sobre o reboco/tijolo (ou quase isso), o certo é que curtimos muito!!



Meses se passaram, eu ainda sem emprego não podia dar um acabamento minimamente digno para nosso barco se transformar em uma verdadeira casa. Por questões financeiras e logísticas, em Janeiro de 2015 levamos o barco para Ilhabela (SP), onde ficou numa poita emprestada por um grande amigo.

Mais alguns meses se passaram e a oportunidade para terminar o barco chegou! Uma proposta de trabalho.. só que em Porto Alegre (RS).. avaliando a opção descobri que, além de ser possível levar o barco para Porto Alegre (descendo a costa até a cidade de Rio Grande, quase no Uruguai, e subindo a Lagoa dos Patos e Rio Guaíba), a região ainda possui uma ótima estrutura náutica, com vários clubes e excelente mão de obra, além de ser a base dos dois principais fornecedores de mastro do Brasil.

Foi assim que em Junho de 2015 fizemos outra travessia, levando o barco de Ilhabela (SP) até Porto Alegre (RS).

Primeiro esticamos até Ubatuba para tentar arrumar o mastro (sem sucesso). Depois partimos direto até Florianópolis (SC), onde o barco ficou alguns dias aguardando uma janela meteorológica favorável.



Algumas semanas depois continuamos até Porto Alegre com parada de apenas algumas horas na cidade de Rio Grande (essa travessia também será contada com mais detalhes nesse Blog).



Nossa casa, ainda em situação precária, com mastro que saia de coluna (sem condições de velejar em segurança), sem acabamento e mobília, sem piloto automático, mas com muita alegria e ajuda dos amigos, já tinha navegado praticamente toda a costa do Brasil!!

Adoramos o Rio Grande do Sul, dizemos que o Guina (nosso barco) tem “coração gaúcho”, e tem mesmo! Foram muitos meses (um ano e meio) de muita alegria, organizei minha situação financeira e conseguimos fazer o básico necessário no barco para viver a bordo com nossos filhos.

Tenho muito a escrever sobre o "término" da construção do barco em Porto Alegre.. dos amigos que fizemos por lá, e até dos passeios, mas isso será contado em outras oportunidades.



Em 2016 fixamos uma data de partida! Frio na barriga. Aproximava-se o momento tão esperado.. a mudança. Aceleramos os preparativos. Quase todos os fins de semana eram usados trabalhando no barco, acabamento, mobília, elétrica, mudança estrutural no mastro etc etc etc.
 


 

Foi assim que em Janeiro de 2017 nós começamos a esvaziar o apartamento alugado (em Porto Alegre), móveis foram vendidos e muitas caixas (com nossos pertences) foram levadas para o barco.

Acordei no dia 26 de Janeiro de 2017, incomodado com o apartamento sujo de poeira (da pintura), sem móveis, o caos. Carro cheio (lotado) ainda com muitas caixas. Mais uma ida ao clube, e mais caixas e caixas entrando no barco.


Exageramos? Será que vai caber tudo a bordo? O barco estava uma bagunça, o marceneiro ainda trabalhando, coisas ainda por terminar.. também empoeirado (tal como o apartamento).

Só que ali, já me sentia “em casa”! O combinado era ficar mais uns dias no apartamento, até arrumar a bagunça no barco. Mas bagunça por bagunça, por que já não dormir ali mesmo (no barco)?

Sim, ficamos por lá! Não teve uma grande celebração.. foi uma mudança, pra uma casa ainda “em construção”.



Pela primeira vez as crianças iriam dormir no quarto deles, com as paredes agora já revestidas, os móveis já no local!!! Um grande momento!

Deitamos os quatro na cama de proa (no quarto das crianças), para coloca-los para dormir. Logo em cima da cama tem uma gaiuta (tal qual um teto solar), e para nossa surpresa a Laura começou a dar rizadas e falou: “- Olha a estrela!”

Momento mágico! Como se os vários anos de preparação passassem por nossas cabeças.


Ainda fui para o escritório em Porto Alegre, últimos dias de trabalho em terra firme. Bastante corrido. Nosso objetivo era soltar as amarras do píer e ganhar o Guaíba e a Lagoa dos Patos! Mas tivemos que esperar um pouco mais... as águas do Guaíba baixaram e ficamos lá, presos com o barco encalhado por mais uns 10 dias. O que foi bom, para as despedidas.. daquela cidade, daquele clube (Guaíba Iate Clube), daquelas pessoas, que tão bem nos receberam!

Finalmente no dia 07 de Fevereiro de 2017, com água suficiente embaixo dos nossos cascos, deixamos o píer do clube e ancoramos lá fora, na baia entre o Guaíba Iate Clube e o Veleiros do Sul. Ainda dormimos ali nessa noite, no dia seguinte abastecemos o barco e partimos!!

Partimos.. 08 de Fevereiro de 2017.. rumo ao desconhecido, a uma nova vida.. muito sonhada e desejada, mas muito diferente de tudo que já havíamos vivido até o momento.



Abraços e obrigado a todos que nos acompanham,
Fernando, Jamille, André e Laura Previdi

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Veleiro MaraCatu e marina/condomínio Bracuhy - Janeiro 2011

Nos primeiros dias de 2011, antes de embarcar para Salvador/BA e São Luís/MA atrás de um catamarã, fomos de carro até Angra dos Reis para finalmente conhecer ao vivo e a cores o veleiro MaraCatu, o Lar do Hélio e da Mara!

Foto de Mozart Latorre
Até aquele momento nossos planos de viver em um barco tinham como base nossa experiência a bordo das nossas lanchas, por períodos nunca superiores a 20 dias embarcado; mas tínhamos também uma forte influência de pesquisas e leituras, na Internet, revistas e livros sobre Náutica, além é claro das deliciosas conversas com amigos com maior experiência na "vida náutica" e troca de e-mail com muita gente que já vive a bordo. Mas até então nunca tínhamos tido a oportunidade de entrar num barco-casa, de sentar no "sofá" da "casa" de quem realmente vive em um barco!

Depois de um parada técnica de dois dias em PARATY com direito a um (belo) passeio nas cachoeiras, onde compramos uma cachacinha local para levar e tomar a bordo com Hélio e Mara, lá fomos nós, tremendo de ansiedade para o condomínio Bracuhy, em Angra dos Reis.

No momento em que estávamos no cais "G", em frente ao MaraCatu, novamente na companhia do Hélio e conhecendo (pela primeira vez) a Mara, nosso coração bateu forte de emoção. Nosso sonho passava a ter um forte aroma de realidade!

Foto de Mozart Latorre
Fomos muito bem recebidos. Definitivamente Hélio e Mara são pessoas especiais. Algumas pessoas "vibram" numa sintonia capaz de transmitir paz e alegria, e esse casal está entre essa turma, com certeza!

Convidados a embarcar, passamos algumas horas falando sobre barcos, vida a bordo, pessoas do mar e recebendo uma avalanche de dicas e informações super preciosas sobre o que, de fato, é viver a bordo de um barco.

Hélio e Mara moram a bordo do MaraCatu desde 1999, são mais de 13 anos!!! Não estávamos falando com "aventureiros", falávamos com pessoas que sabem viver, e vivem no mar!!

O MaraCatu é um veleiro monocasco de 29 pés (8,80m), um SAMOA 29 construído por eles. Um barco bem aconchegante, daqueles que você senta no "sofá" e não dá vontade de sair de dentro. Até AR-CONDICIONADO eles colocaram no barco.. chique (rs).

Imagem do Blog do MaraCatu: http://maracatublog.com/sobre-nos/
Na longa conversa com Hélio e Mara muita coisa que tínhamos pesquisado se confirmou, mas muitos "mitos e romances" foram desvendados!

Coisas óbvias que uma pessoa mais cética e prática, talvez menos envolvida sentimentalmente, poderia chegar a conclusão, mas para "marinheiros de primeira viagem" apaixonados por um sonho, como nós, foi preciso ouvir da boca de Hélio e Mara para "cair a ficha". Não é o momento de se aprofundar nesse assunto agora (os "mitos e realidade da vida a bordo de um barco")... mas pelo que pesquisamos (em várias fontes), podemos adiantar que não é "tão complexo e caro" como alguns pregam e tão pouco "mágico e fácil" como alguns sonham.

Durante a visita, Hélio e Mara ainda nos apresentaram o condomínio e marina Bracuhy, um local cheio de "vida a bordo"!!!

Foto do Site do MaraCatu: http://veleiro.net/maracatu/ondestamos.htm
Foto de Christina Amaral, Blog: http://memoriasvivas.wordpress.com/2011/05/01/bracuhy-amanhecendo/
Fomos almoçar no restaurante da Dona Esmeralda, na praia do Itinga, bem ao estilo “cruzeirista”, na companhia de Hélio e Mara onde ainda fomos apresentados para outras pessoas que vivem a bordo de seus veleiros (também no Bracuhy): João (do veleiro Yahgan), Christina (do veleiro Aquarela), Ivan e Egle (do veleiro Taai-Fung).

O almoço foi regado a uma deliciosa conversa sobre barcos e náutica! A turma é muito animada e no Bracuhy a vida náutica-social é bem intensa.

Após o almoço visitamos o veleiro Yahgan e o comandante João nos apresentou o barco (fantástico!), e nos mostrou um engenhoso sistema de aquecimento de água a gás usando um aquecedor residencial (dos menores que existem), onde a água circula até chegar na temperatura desejada e fica armazenada num reservatório com quantidade de água limitada para o banho – convém lembrar que a vida a bordo requer economia de “água doce”, principalmente quando estamos afastados de uma marina, como durante as viagens/passeios.

Ainda ganhamos um presente náutico! Christina nos deu uma bolsa plástica para guardar roupas, cobertas e afins com sistema para retirar o ar deixando tudo bem compactado.

Retornamos ao MaraCatu onde Hélio e Mara nos deram várias dicas sobre Salvador. Nos passaram o contato do David e da Vera, até por que no Brasil poucas pessoas conhecem de Catamarã como o David, e nosso objetivo na viagem para Salvador era justamente esse, encontrar nossa próxima casa (um catamarã).

Procurávamos também um Catamarã para alugar em Salvador, com intuito de passar alguns dias num "test drive" desse tipo de embarcação QUE ATÉ AQUELE MOMENTO NUNCA TÍNHAMOS NAVEGADO! Esperem só até a próxima postagem pra ver o que aconteceu em Salvador....... aquela indicação do David e da Vera não poderia ter sido melhor...

Retornamos para São Paulo muito animados com o rumo que as coisas tomavam... e já era hora de fazer as malas novamente, para a tão esperada viagem a Salvador (BA) e São Luís (MA), na busca do nosso próximo barco/casa... tema do próximo Post que já está no forno.

Abraços.
Fernando e Jamille Previdi

sábado, 16 de março de 2013

ENFRENTANDO NOSSA MAIOR TEMPESTADE

Sair de madrugada com o filho doente de casa, para o hospital, é sempre difícil e preocupante; mas antes que nossa família e amigos fiquem preocupados, adiantamos que o ANDRÉ está bem, só “mais uma febre”, porem com o histórico dos últimos 7 dias, onde com outra febre começou uma tosse e sintomas de problemas respiratórios (resfriado), além de um comportamento que o acompanhou durante a semana de um bebê que sem saber falar, diz: “papai, eu também não estou bem, e por que você e mamãe estão assim? Eu amo vocês..” (é de arrepiar o carinho que tenho recebido dele nessa semana, mesmo não dando 1% da atenção que dava a ele).

Nessa madrugada compreendi que os acontecimentos desses últimos 7 dias estão todos interligados. Todos frutos de um mesmo mal: os sintomas do André; o problema de saúde da Jamille que com 8 meses de gravidez nessa última segunda-feira teve grande dor e foi obrigada, por determinação médica, permanecer em máximo repouso (deitada); minha ausência de 5 dias no trabalho; meu nível altíssimo de stress e ansiedade; os 7 dias sem dar a atenção que amo dar ao meu filho; também 7 dias quase sem dormir, com cansaço extremo, concentrado em um trabalho árduo para combater os efeitos nefastos desse grande mal.

Hoje cedo, ao pensar que até nossa querida Laurinha na barriga da mamãe deve estar sentindo a extensão dessa força obscura, maligna e destrutiva, comecei a chorar e esse texto, inexplicavelmente me veio todo pronto a cabeça, o que nunca me acontecerá antes.


Mas Deus, como sempre, vem com sua LUZ e “sopra” aos nossos corações o Rumo Certo, além de emprestar para nossa tripulação, sempre no momento em que mais precisamos, “marinheiros do bem”, como alguns chamam de Anjos. Assim pareceu ser nessa madrugada, ao ver meu filho ser atendido pelo Dr. Leonardo, jovem médico, plantonista do Hospital Vitória em frente ao shopping Anália Franco, o atendimento médico mais humano que já presenciei, atencioso, amoroso, fez uma consulta tão detalhada e prestativa que de fato não parecia que estávamos num “pronto socorro” às 3 horas da madrugada. Ao André foi dado apenas os medicamentos de praxe, para febre, e recomendado o acompanhamento pelos próximos 3 dias, mas aos pais esse “marinheiro do bem” prestou um atendimento do qual com certeza não se deu conta, e talvez nunca se dará, nos fez ter novamente fé na humanidade, a certeza de que existem sim pessoas boas, as quais devemos sempre procurar e cativar para estar a nossa volta, como nossa “tripulação extra” que no fundo é quem nos salva dos eminentes naufrágios.

O mal que estamos enfrentando, já há algum tempo, nesses últimos dias ameaça acabar de forma sorrateira e leviana com economias financeiras que com tanto suor e dor conseguimos juntar em 10 anos. Mas muito pior do que isso, fazer naufragar nosso tão doce e salgado sonho de viver no mar.

Mas aprendi com meu querido e falecido avô, AGUINELO NATAL BRAITE (ou “vô GUINA” como carinhosamente o chamávamos), que nos caminhos (“derrotas” no vocabulário náutico) da vida, estarão sempre as dificuldades, para ultrapassarmos com, acima de tudo: amor, honestidade, ética, força interior, astúcia, muito trabalho e suor, e também com uma boa taça de vinho.

Portanto está decretado que esse mal será de uma vez afastado dos nossos corações. Mais empenho terei nesses próximos dias, mais sangue, coração, músculos e toda a força que me foi ou for dada por Deus será usada para que a página seja virada de forma definitiva. A mim caberá, acima de tudo, preservar meus 3 bens mais queridos que Deus me deu: Jamille, André e Laura. Preciso poupa-los ao máximo da guerra que está por vir.

Ao vê-los afetado, dessa forma, por essa situação, só quero agora poupar a eles, de mais nada me importa o dinheiro e nem mesmo o sonho, eventualmente “atrasado” por alguns anos. A guerra será travada, e sob a luz da verdade e da justiça.

Eu espero poder comentar aqui, dentro das próximas semanas, o fim da grande tempestade, sem dúvida a maior que já passamos e curiosamente vivida em terra.

Peço a todos os amigos que, por favor, rezem pela gente nessa hora. Que a luz de Deus esteja sempre conosco, junto com a verdade e com a razão. E que essa mesma luz, e esses conceitos básicos de humanidade, iluminem o coração dos demais envolvidos.

Na certeza de um novo amanhecer, da calmaria após a tempestade, constatando que o pior já passou, no qual geralmente, e curiosamente, olhamos "aos céus" e não ao mar, talvez em inconsciente reconhecimento e agradecimento a ELE, por ter superado a tempestade.


Um grande abraço.
Fernando Previdi

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

2010 Náutico

Enquanto escrevíamos outras mensagens, exigindo da caixola o resgate daqueles acontecimentos de anos anteriores, nós lembramos das nossas (deliciosas) andanças pelo Mar no ano de 2010!

Já falamos dessas andanças no Tópico "Introdução", mas resolvemos colocar novamente algumas informações, fotos e vídeos que estão gravadas em nossos corações (e discos rígidos).

Inclusive essa mensagem comenta outra vez de uma passagem importante sobre nossa decisão de viver a bordo: o encontro com Hélio Viana. Quem quiser saber de detalhes, basta ler...

...

O réveillon de 2009/2010 foi bem náutico, começou com o agradabilíssimo passeio com nossos amigos Cicero e Vanessa. Foram 5 ou 6 dias "acampados" na nossa lancha na Ilha Grande e Angra dos Reis:




Nessa travessia, na ida, contamos ainda com a (agradável) companhia do amigo Edmilson e família (MARIA CELI), com as lanchas navegando lado a lado de Caraguatatuba até Ilha Grande.


Dentre os vários passeios tivemos banho de mar com chuva, "capotagem" com o bote, banho de mar até altas horas da noite retornando em emocionantes navegações noturnas (por vezes com aquela chuva na cara que reduzem ainda mais a visibilidade). Fizemos ainda uma maravilhosa "volta a ilha" (Ilha Grande), curtindo as praias "do lado de trás" da ilha, onde só é possível chegar de barco ou em longas (e cansativas) caminhadas.




Curtimos também as Ilhas Botinas, Cataguases, Praia do Dentista e outros cantinhos do paraíso que aquela região oferece.





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Nas nossas férias, em Fevereiro de 2010, fomos outra vez pra Ilha Grande... Angra dos Reis... Paraty... definitivamente é o CARIBE brasileiro. Adivinha onde queremos "morar" com nosso barco?

Dessa vez fomos só nós dois (Fernando e Jamille). O clima de "lua de mel" a bordo é uma delícia.




Nesse passeio tivemos a honra de conhecer o Hélio (do MaraCatu). Ele estava "a trabalho" comandando um veleiro alugado por uma família em Angra. Nossa lancha estava apoitada próxima a esse veleiro no Saco do Céu, vimos Hélio e o grupo no café da manhã e veio a lembrança do Hélio como colunista da Revista Náutica. Mas não tivemos a oportunidade de bater um papo nesse momento.

Por coincidência, sorte ou peripécia do destino, naquele mesmo dia após outra visita as Ilhas Botinas, nós paramos pra almoçar na Praia das Flechas (na Ilha da Gipóia) em Angra dos Reis. Adivinha qual o veleiro que estava lá, ancorado??!


Descemos na (linda) praia, maravilhados com a cor da água e a beleza da paisagem, características comum da região de Angra dos Reis. Escolhemos o menor bar/restaurante para almoçar. Pedimos e saboreamos um peixe delicioso, naquele ritmo de férias no paraíso.

Antes de pedir a conta nós olhamos pro lado e lá estava o Hélio, na mesa ao lado, petiscando e tomando uma cerveja com o grupo que alugou o veleiro. Com um piscar de olhos nós iniciamos o papo, que é muito comunicativo e bem humorado.

Aquela primeira conversa "apimentou" bastante nossos planos de morar a bordo. Podemos dizer que aquele papo teve uma influência (enorme) na nossa decisão de soltar as amarras o mais cedo possível - até então o plano era uma aposentadoria antecipada, algo para as próximas décadas.

Já tínhamos lido sobre Hélio e Mara numa reportagem a respeito de pessoas que moram a bordo, mas conversar pessoalmente com Hélio de frente pro mar naquela ilha paradisíaca foi como um "recado" divino.


Naquele dia fomos convidados para conhecer a Mara e o MaraCatu, no Bracuhy, mas por "problemas técnicos" com nossa lancha (soltou uma mangueira do Boiler e quase fritamos um dos motores) nós não conseguimos visita-los naquela oportunidade.

Ainda nessas férias nós recebemos a visita do Sr. Adair e dona Lica (pais da Jamille), sócios nos nossos barcos (rs). Eles ficaram com a gente nos últimos dias e curtimos mais um pouco daquele paraíso.






Os pais da Jamille retornaram navegando com a gente da Ilha Grande para Caraguatatuba, com direito a pernoite em Paraty.


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O ano de 2010 seguiu com deliciosos passeios. Muitos deles na companhia de amigos como Carlos (FLOYD), José e Silvana (BAMBINI) e Alex e Vanessa (OCEANITIS); as quatro lanchas pernoitaram várias vezes próximas uma das outras no Saco da Capela (ILHABELA) e também por várias vezes fizemos passeios diurnos em comboio; assim como vários jantares na vila da Ilhabela com aquele grupo animado.

Também recebemos, na nossa casa de praia (nossa lancha), a visita de amigos e da família durante todo o ano.








E meio que nesse ritmo fechamos 2010, com um réveillon (2010/2011) com a galera dessas 4 lanchas primas/irmãs juntas! Muita animação, uma turma realmente especial. Foi sem dúvida o melhor réveillon embarcado que tivemos (até o momento), mesmo com chuva!



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Falar de 2010 e citar essas passagens fez reviver em nossos corações uma energia positiva fantástica!! Para começar o ano de 2013 com novas esperanças.

A próxima mensagem já está a caminho - foi interrompida pela nossa necessidade de fazer essa retrospectiva de 2010, um ano náutico que ficará pra sempre marcado em nossos corações.

De certa forma a próxima mensagem tem a ver com essa... pois inclusive vai narrar um acontecimento dos primeiríssimos dias de 2011.

FELIZ 2013 pra todos, com muita saúde, paz, sol, bons mares/ventos e muitas alegrias!!!

Abraços.
Fernando, Jamille, André e Laura Previdi